O uso inadequado de inteligência artificial na elaboração de petições tem gerado preocupação no Judiciário. Casos envolvendo citações de jurisprudência inexistente ou informações imprecisas têm resultado na aplicação de multas por litigância de má-fé e até na possibilidade de responsabilização criminal, além de encaminhamento às seccionais da OAB e ao Ministério Público.
Tribunais têm entendido que a apresentação de dados falsos, ainda que gerados por ferramentas tecnológicas, não afasta a responsabilidade processual. Em algumas decisões, foram aplicadas multas que podem chegar a valores expressivos, com base na legislação processual. Também há entendimento de que o cliente pode ser responsabilizado pelos atos do advogado, já que este atua como seu representante no processo.
O cenário reforça a necessidade de uso responsável da inteligência artificial na prática jurídica. Especialistas destacam que a tecnologia deve ser utilizada como ferramenta de apoio, e não como substituta da análise técnica. A revisão humana e a validação das informações são essenciais para evitar erros que possam gerar sanções e comprometer a atuação profissional.
Fonte: Conjur
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